A mentira... Ah, a mentira! Que mal ela faz à alma
Padre Stefano Maria Manelli é um sacerdote italiano, ex-franciscano conventual, fundador do Instituto dos Frades Franciscanos da Imaculada. Foi filho espiritual de Padre Pio, esteve com ele dias antes da sua morte em 1968, e recebeu do santo de Pietrelcina a profecia de que ele fundaria um instituto franciscano que se estenderia por todo o mundo. Tendo dado as credenciais deste incrível sacerdote, trago-lhes hoje um trecho de um dos seus livrinhos mais famosos: Um Mês Com Maria.
A sua linguagem lembra muito a forma como Santo Afonso de Ligório costumava escrever. Seus escritos são profundos, porém, bastante simples e de fácil assimilação. É impossível ler um parágrafo sem que a alma se sinta tocada por suas palavras.
Boa leitura a todos!
Quem não sabe que a mentira é um dos pecados mais comuns entre os homens? Com que facilidade se diz ou se faz entender ao outro uma coisa por outra! No comércio ou no escritório, em família ou na fábrica: quantas mentiras e subterfúgios! Quem poderá enumerá-las senão Deus? Somo superficiais em considerar a mentira um pequeno pecado. E então não nos preocupamos em mentir muito quando nos for cômodo. Se dirá que são mentiras de desculpa ou sem dano, ou úteis para evitar um mal.
Mas Pe. Pio dizia que "as mentiras de desculpas são as jaculatórias do diabo".
A um penitente que lhe perguntou se mentiras de desculpas não se dizem, respondeu secamente: “NÃO”. "Mas, Padre - continuou - não trazem dano". - Pe. Pio: "Não trazem danos aos outros, mas à tua alma sim, pois Deus é a verdade".
O angélico Guido de Fontgalland, predileto de Maria, provava um sincero horror por cada mínima mentira. Sua mãe, uma vez, ordenou a empregada dizer: "A quem me chamar, diga que saí". Ouvindo isso, Guido abraçou a mãe, dizendo: "Mãe, por que dizes duas mentiras: a tua e aquela da empregada? Eu ficaria mais contente em ter dor de dentes a dizer uma coisa não verdadeira".
S. João Câncio, padre polonês, foi assaltado. Roubaram-lhe tudo o que tinha nos bolsos e lhe perguntaram: "Tens mais algum coisa?" "Não", respondeu. Os ladrões foram embora. Mas S. João lembrou-se de ter costurado algumas moedas no hábito. Correu até os assaltantes e lhes ofereceu as moedas. Eles ficaram tão surpresos que não só a recusaram como devolveram tudo o que roubaram.
Façamos nossa esta máxima de S. Vicente de Paula: “A nossa língua deve exprimir as coisas como as temos dentro, senão é preciso calar-se.” Dizer a verdade ou calar-se.

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